Peguei o título emprestado do filme de SERGIO LEONE com o CLINT EASTWOOD, alias abaixo ative o vídeo abaixo e leia o artigo ao som da trilha sonora do filme, composta por ENNIO MORRICONE.
Bem em todas as profissões existem os bons e os maus profissionais.
Os BONS profissionais são aqueles que cumprem com suas obrigações, respeitam prazos e acordos, enfim fazem tudo certo. Os MAUS, normalmente não seguem os padrões estabelecidos tanto técnicos, quanto prazos e acordos, as vezes falham em todas, as vezes em uma ou mais.
Mas como classificar os profissionais que seguem padrões, prazos e acordos, porém inserem em seus trabalhos algumas particularidades desonestas. Conheço um profissional, dito ANALISTA DE SISTEMAS que no final da década de 80 desenvolvia sistemas em CLIPPER. Nesta fase a febre era a utilização de banco de dados padrão DBASE e sistemas compilados em CLIPPER. Em certa ocasião acompanhei em uma visita técnica a um de seus clientes.
Chegamos em seu cliente em um escritório na AV. PAULISTA, entramos fomos atendidos por um dos responsáveis pela empresa. Durante a reunião o cliente disse que tudo funcionava a contento, e perguntou se algo não podia ser feito com a finalidade de melhorar a performance do sistema. Calmamente, ele diz que precisaria fazer uma analise e que para tanto faria uma copia da base de dados em um disquete, para que esta analise fosse feita em seu escritório. Tudo conforme o figurino, fez a uma copia no disquete, saimos e fomos ao seu escritório.
Chegando no escritório ele copiou a base de dados para seu microcomputador, deu uma olhada na base de dados. Em seguida em meio a nossa conversa sobre amenidades, ele abre o sistema em seu editor e procura uma linha, estava atentamente observando suas ações. Em uma linha de programação ele muda um valor de 20.000 para 15.000. Compila novamente o programa, agora transcrevo nossa conversa literalmente:
Analista: ‘ Agora tudo certo, amanhã vou ao meu cliente normalmente, instalo esta nova versão do programa e faturo umas quatro horas técnicas. ‘
Eu: ‘ Já, o que você fez ?’
Analista: ‘ Vou te dar uma aula, e de graça meu garoto. Primeiro valorizei meu trabalho, como você acompanhou, mostrarei a meu cliente amanha um ganho de performance no sistema de 25 %. Tenho dentro do sistema uma rotina que chamo DO WHILE PRA PERDER TEMPO. Basicamente um LOOPING que não faz nada, de tempos em tempos, diminuo o tempo perdido a performance sobe. Aproveito e faturo um pouco.’
Eu: ‘ Mas quando você zerar o LOOPING o que vai fazer ?”
Analista: ‘ Aí vou dizer a ele que temos que teremos que mudar a estrutura do sistema, e re-escrever todo o sistema. E em função dos resultados ele vai acreditar. E vou vender uma nova versão, muito mais horas que estas otimizações que fiz agora. HA HA HA.’
Um profissional como este é desonesto, mas colocar ele na mesma categoria dos MAUS, aqueles que tecnicamente não são capazes ou não estão no grau de desenvolvimento exigido para a função, pessoalmente não acho justo. Então por minha conta e risco estabeleço uma outra categoria de profissional pra ele os FEIOS. Eles chegam muito perto de realizar um bom trabalho, tecnicamente desenvolvidos e capazes, porém cometem desonestidades para ter vantagens pessoais. Não recomendo trabalhar com este tipo de profissional, mas se não tiver outro jeito, vigie, observe e supervisione atentamente o sujeito. Obvio que não será muito produtivo pra você, mas se não tiver outro jeito. Alias o sujeito em questão chamava estas desonestidades de BACALHAUS, durma com um barulho destes.

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